← Voltar para Projetos PROJETO · DESDE 2019

Coorte de Nascimentos
Rio Grande 2019

Acompanhamos uma geração para entender como saúde, relações familiares e contexto se transformam ao longo da vida.

Rio Grande, Brasil · desde 2019

Sua família participa da Coorte? Esta página é para vocês

2.313 entrevistas perinatais em 2019
2019 → presente acompanhamento longitudinal
6 anos idade das crianças no acompanhamento atual

Por que acompanhar uma geração?

"A saúde muda com o tempo. As condições em que uma criança nasce, cresce e vive deixam marcas que nem sempre aparecem em uma única fotografia."

Acompanhando mães, crianças e famílias ao longo dos anos, podemos entender melhor essas trajetórias — e como acontecimentos como a pandemia, desastres climáticos e mudanças nas relações familiares entram nessa história.

A Coorte Rio Grande 2019 foi criada para acompanhar essa história desde o nascimento, em Rio Grande, no Sul do Brasil.

O que queremos entender

Saúde mental

Como a saúde mental de mães e crianças muda ao longo do tempo, e quais contextos moldam essas trajetórias.

Entre gerações

Como experiências, relações familiares e parentalidade conectam mães e filhos ao longo do tempo.

Contexto

Como condições sociais, pandemia e desastres climáticos entram nas trajetórias de saúde de famílias reais.

Novas formas de observar

Como dados, registros e novas tecnologias podem ampliar nossa compreensão da vida cotidiana e da saúde.

Trajetória

2019

Nascimento

2.313 mães entrevistadas nas maternidades de Rio Grande. Dados sobre gestação, parto, saúde materna e condições de vida.

2020

Pandemia

Acompanhamento adaptado para o formato remoto. Dois seguimentos sobre saúde mental, relações familiares e experiências durante a COVID-19.

2021–22

Novos acompanhamentos

Continuidade do acompanhamento, com ampliação das perguntas sobre saúde mental infantil e desenvolvimento.

2023–24

Pós-COVID

Maior ênfase em saúde mental e desenvolvimento infantil, com as crianças já na fase pré-escolar.

2025 →

6 anos e desastres climáticos

Novo acompanhamento para investigar saúde mental, parentalidade e efeitos de desastres climáticos sobre as famílias acompanhadas.

Agora

Pesquisa com câmeras

Trabalho de campo em andamento: com câmeras vestíveis, mães e crianças registram um momento de brincadeira, para estudar as interações do ponto de vista de cada um. As gravações só acontecem com autorização específica das famílias.

Visão em primeira pessoa & IA

O que a Coorte já nos mostrou

Cada artigo responde a uma parte da história. Reunimos aqui os principais resultados em linguagem simples, e o que eles ajudam a entender sobre mães, crianças e famílias de Rio Grande.

Comece por aqui · Artigo de referência

Como a Coorte Rio Grande 2019 foi construída

The 2019 Rio Grande birth cohort: profile of a Brazilian 5-year study on mental health conditions

Rafaela Costa Martins et al.

Epidemiology and Health · 2025

Sobre este artigo

Apresenta como a Coorte foi construída, quem acompanhamos, o que foi medido e como os acompanhamentos evoluíram ao longo dos primeiros cinco anos.

Por que importa

É a porta de entrada para entender o desenho do estudo e o valor de acompanhar as mesmas famílias ao longo do tempo.

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Saúde mental e cotidiano

Como crises, preocupações e aspectos da vida cotidiana se relacionam com a saúde mental das mães.

Revista Brasileira de Epidemiologia · 2026

Álcool e saúde mental durante a pandemia

Alcohol consumption, mental health, and the moderating role of social isolation during the COVID-19 pandemic in southern Brazil

Francine Costa et al.

O que encontramos

5% das mães relataram aumento do consumo de álcool durante a pandemia; nesse grupo, os escores de depressão e ansiedade foram mais altos.

Por que importa

Isso não mostra que o álcool tenha causado esses sintomas, mas indica que mudanças no consumo podem acompanhar períodos de maior sofrimento psíquico.

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Revista Brasileira de Epidemiologia · 2025

Como o isolamento mudou os hábitos das mães

Changes in habits among mothers during the period of social isolation due to COVID-19 in the municipality of Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brazil

Jefferson Sales da Silva et al.

O que encontramos

Durante o isolamento, 51,9% das mães relataram menos atividade física e 58,1% disseram ter aumentado a quantidade de alimentos consumidos.

Por que importa

Crises de saúde pública também transformam rotinas de alimentação, atividade física e outros hábitos que fazem parte da saúde cotidiana.

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Brazilian Journal of Psychiatry · 2023

Medos sobre os filhos e saúde mental materna

The association between maternal fears about their infant/toddler during the COVID-19 pandemic and depression and anxiety: a birth cohort study

Raquel Wermann Foschiera et al.

O que encontramos

A preocupação com o futuro dos filhos e o medo de transmitir COVID-19 a eles estiveram associados a trajetórias mais elevadas de depressão e ansiedade materna.

Por que importa

Parte do sofrimento das mães durante a pandemia estava ligada justamente à preocupação com a segurança e o futuro dos filhos.

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Sleep Health · 2023

Sono na gestação e sintomas de depressão e ansiedade

Sleep and its association with depressive and anxiety symptoms during the last weeks of pregnancy: A population-based study

Christian Loret de Mola et al.

O que encontramos

Menor duração do sono, dificuldade para adormecer ou levantar e um padrão de sono mais vespertino estiveram associados a mais sintomas de depressão e/ou ansiedade.

Por que importa

Observar o sono pode ajudar a reconhecer situações de maior vulnerabilidade emocional no período perinatal.

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Brazilian Journal of Psychiatry · 2021

A saúde mental das mães antes e durante a pandemia

Maternal mental health before and during the COVID-19 pandemic in the 2019 Rio Grande birth cohort

Christian Loret de Mola et al.

O que encontramos

Na primeira avaliação durante a pandemia, 29,3% das mães apresentaram provável depressão, 25,9% provável ansiedade generalizada e 40,5% estresse moderado ou grave. Depressão e ansiedade aumentaram em relação ao período anterior à pandemia.

Por que importa

Ter dados anteriores à crise permitiu dimensionar a mudança na saúde mental materna, em vez de observar apenas um retrato isolado daquele momento.

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Brazilian Journal of Psychiatry · 2021

Depressão e ansiedade ao longo da pandemia

Increased depression and anxiety during the COVID-19 pandemic in Brazilian mothers: a longitudinal study

Christian Loret de Mola et al.

O que encontramos

Entre as mães avaliadas nos três momentos, a depressão passou de 3,1% antes da pandemia para 30,6% na segunda avaliação durante a pandemia; a ansiedade passou de 9,6% para 28,8%.

Por que importa

Seguir as mesmas mulheres ao longo do tempo mostrou a magnitude da mudança e ilustra a força de uma coorte para estudar o que acontece durante uma crise.

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Relações familiares e desigualdades

Como a distribuição do cuidado, do trabalho doméstico e do poder dentro das relações se conecta à saúde e ao bem-estar das mães.

Revista de Neuro-Psiquiatría · 2025

Divisão das tarefas domésticas e ansiedade materna

Gender division of housework and its association with generalized anxiety disorder in mothers in southern Brazil

Giane Marten Reinheimer et al.

O que encontramos

Uma divisão mais equilibrada das tarefas domésticas esteve associada a menor prevalência de ansiedade moderada ou grave entre as mães.

Por que importa

Saúde mental também se relaciona à forma como trabalho doméstico e cuidado são distribuídos dentro de casa.

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Violence Against Women · 2025

Carga doméstica desigual e violência por parceiro íntimo

Gender Division of Housework and Intimate Partner Violence Among Mothers of Toddlers During the COVID-19 Pandemic: Findings from the 2019 Rio Grande (Brazil) Birth Cohort

Christian Loret de Mola et al.

O que encontramos

Quando a carga de trabalho doméstico recaía de forma mais desigual sobre as mães, também eram maiores as chances de violência psicológica, física ou sexual por parceiro íntimo.

Por que importa

Os resultados mostram que desigualdade doméstica e violência podem coexistir dentro de contextos mais amplos de desigualdade de gênero.

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Desenvolvimento, cuidado e prevenção

O que aprendemos sobre desenvolvimento infantil, prevenção e novas formas de apoiar mães e crianças.

Journal of Child & Adolescent Mental Health · 2025

Saúde mental materna e desenvolvimento da criança

Trajectories of maternal depression, anxiety, stress, and child developmental milestones at 24 months

Clariana Vitória Ramos de Oliveira et al.

O que encontramos

Crianças de mães com trajetórias mais elevadas de sintomas depressivos apresentaram mais atrasos de linguagem, cognição e desenvolvimento motor aos 24 meses. Trajetórias de ansiedade também estiveram associadas a atrasos em alguns domínios.

Por que importa

Saúde mental materna e desenvolvimento infantil aparecem como trajetórias conectadas, sem que isso signifique que uma determine, sozinha, a outra.

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Epidemiologia e Serviços de Saúde · 2024

O que as mães sabiam sobre prevenção da morte súbita do lactente

Knowledge about sudden infant death syndrome prevention among postpartum women in Southern Brazil, 2019: a cross-sectional survey

Anelise Medeiros Souto et al.

O que encontramos

67,7% das mães não conheciam a posição recomendada para reduzir o risco de morte súbita do lactente, e apenas 1,9% disseram ter recebido informação sobre o tema durante o pré-natal.

Por que importa

O resultado aponta uma oportunidade concreta para reforçar orientações sobre sono seguro durante o pré-natal e após o nascimento.

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INQUIRY · 2021

Apoio às mães pelo WhatsApp: o estudo TIES

A WhatsApp-Based Intervention to Improve Maternal Social Support and Maternal-Child Health in Southern Brazil: The Text-Message Intervention to Enhance Social Support (TIES) Feasibility Study

Angela C. B. Trude et al.

O que encontramos

Um grupo de apoio moderado pelo WhatsApp mostrou-se viável e foi bem aceito pelas participantes, embora o envolvimento tenha diminuído ao longo das semanas.

Por que importa

Ferramentas digitais podem ampliar as possibilidades de apoio às mães, mas manter a participação ao longo do tempo continua sendo um desafio. Como estudo de viabilidade, este trabalho não testa a eficácia da intervenção.

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Quer trabalhar com estes dados?

A Coorte está aberta a colaborações científicas. Pesquisadores podem propor análises, perguntas e projetos conjuntos.

Os pedidos são avaliados pela equipe para verificar viabilidade e possíveis sobreposições com trabalhos em andamento.

Propor uma colaboração
Solicitar acesso / propor análise coorteriogrande2019@gmail.com
Falar com a equipe GPIS chlmz@furg.br