Visão em primeira pessoa & IA
Usamos câmeras vestíveis e métodos computacionais para estudar interações familiares em contextos cotidianos e desenvolver novas formas de observar comportamento e saúde.
O que significa observar em primeira pessoa?
Em vez de observar uma interação apenas de fora, a câmera acompanha a perspectiva de quem participa dela.
Câmeras vestíveis permitem registrar partes de uma interação a partir do ponto de vista de mães, crianças ou outros cuidadores. Isso ajuda a observar aspectos do cotidiano que podem ser difíceis de recuperar depois apenas por questionários ou entrevistas.
A proposta não é substituir o que as pessoas relatam. É combinar diferentes formas de observar a mesma experiência.
O que queremos entender nas interações
Atenção e envolvimento
Como mães, crianças e cuidadores direcionam atenção uns aos outros e ao ambiente durante uma interação.
Responsividade e sincronia
Como respostas entre duas pessoas se organizam ao longo do tempo e como momentos de maior ou menor sintonia aparecem na interação.
Práticas parentais
Como diferentes formas de responder, orientar, acolher ou lidar com situações difíceis aparecem nas relações entre cuidadores e crianças.
Contexto e saúde mental
Como padrões de interação podem se relacionar às trajetórias de saúde mental, às condições familiares e a experiências de desastres climáticos.
Onde entra a inteligência artificial?
A IA é uma ferramenta de análise — não a resposta da pesquisa.
Registros audiovisuais produzem uma grande quantidade de informação. Métodos computacionais podem ajudar a organizar sinais presentes nesses vídeos e transformar padrões observáveis em medidas que possam ser analisadas de forma sistemática.
Essas medidas podem então ser combinadas com questionários, informações sobre saúde mental e dados longitudinais para estudar relações que seriam difíceis de observar usando uma única fonte de informação.
O objetivo não é diagnosticar pessoas a partir de um vídeo, mas produzir dados de pesquisa sobre interações.
Fotos de participantes da Coorte modificadas com inteligência artificial. As marcações no rosto ilustram a análise e não são resultados da pesquisa.
Como um vídeo se transforma em dado?
Registrar
Câmeras vestíveis registram interações em situações definidas pelo protocolo de pesquisa.
Organizar
Os registros são preparados e sincronizados para permitir uma análise sistemática das interações.
Codificar
Equipes treinadas e métodos computacionais transformam aspectos observáveis dos vídeos em variáveis de pesquisa.
Integrar
Essas informações podem ser relacionadas a dados de saúde mental, parentalidade, contexto social e trajetória longitudinal.
Vídeos exigem proteção especial
Registros audiovisuais são dados sensíveis. A participação depende de consentimento específico, e os arquivos são transferidos para armazenamento protegido, com acesso restrito à equipe autorizada.
O processamento dos vídeos segue procedimentos institucionais de segurança e proteção dos participantes.
Uma abordagem conectada a diferentes projetos
Coorte Rio Grande 2019
A Coorte fornece a história longitudinal que permite relacionar padrões de interação a saúde mental, desenvolvimento e contexto ao longo do tempo.
Conheça a Coorte →Enchentes e saúde mental
Esse projeto permite investigar como experiências de desastres climáticos, adversidade e deslocamento se relacionam a interações entre mães e crianças.
Conheça o projeto →Visões do Cuidado
A rede internacional amplia essa abordagem para diferentes países, etapas da vida e contextos de cuidado.
Conheça a rede →Possibilidades de colaboração
Estamos abertos ao diálogo com pesquisadores e instituições interessados em métodos observacionais, estudos longitudinais, interações familiares, saúde mental e análise computacional de dados audiovisuais.
Propor uma colaboração